Casa no campo
Zé Rodrix e Tavito - 1972

(...)
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais







A Tormenta do Cérebro
Bela Caledoscópica
Blog da Bê
Brasília Eu Vi
Cabaré Candango
Desobjeto
Doida de Marluqices
Digressiva Maria
D.Onça e Venenosa
Dona Pri
Engolimos a bolinha do mouse
Eu,Cartesiano
Eu, Eu mesma e o Mundo!
Contra Senso
Felicious Ambiguity
Festival da Vida
Fotolog da Giovanna
Fotolog da Pri
Fotolog Rogério Costa
Gardens Lady
Jardim Pessoal
Lalabiju
Meu rascunho
Mulé Pré Balzaca
Mundo Próprio
Páginas de Literatura Corporal
Mastudobem
Menage a trois
Numerocinco
O Arcanjo
Os Cronistas
Pagu
Senso Incomum
Seu Silveira
Thais Jardim
Teoria do Conceito


Template por
Moreno

Senso Incomum

[Powered by Blogger]
Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com
Site Meter


Os segredos que guardo
Saltitam entre as gavetas
Exibem-se pelas frestas
Insinuam-se
São segredos despudorados
Mistérios falsificados
Porta entreaberta
que te convida a entrar


Ana Cabral



Segunda-feira, Janeiro 29, 2007


Postado por CABRAL -


"A persistência da memória - Salvador Dali""

Artigos de lei, incisos e alíneas
decisões do STF
linhas coloridas de marca texto
Anotações puxadas para o canto das páginas
Folhas grampeadas em pilhas
Textos lidos e ainda não relidos
Montes de informações que ainda não absorvi,
O tempo está se esgotando. Acabou.
Tempo que é relativo, é rei
Limitador e curador
Esgotou
Mas ainda corre...
Com mais pressa
Curto pro que tenho medo
Extenso para o que anseio.
Anseio você
Cadê?
Aproveito o meu tempo
Já que você se foi e o deixou todo para mim
Tão pouco que era, se tornou longo
Lógica pura, Se não você, então TEMPO
Que sobra, mesmo quando me falta pouco.



Quer uma água, um café...
...ou algo mais forte?

Terça-feira, Janeiro 09, 2007


Postado por CABRAL -


Essa imagem foi tirada do site:www.folhaembranco.org


Jogo as palavras escritas no lixo
Descarto-as, impressas ou não.
Delas, nesse instante, tenho nova percepção.
No que escrevo, e nessa minha pseudo ou pretensa poesia,
misturo tudo, fantasio.
É meu disfarce, minha covardia.
Eis que nesse instante, decreto meu silêncio escrito, pois, quem sabe...
Nesse abandono, sem disfarces literários,
possa eu, expressar com mais verdade, mais coragem, o que é real no que sinto.
Mesmo que seja exagerado,
Mesmo que assuste
Ou o mais temeroso: que não seja correspondido...
Essa pilha de papel em branco,
Eu dedico a mim
E a você
E a todo sentimento que vier de nós.


Quer uma água, um café...
...ou algo mais forte?